terça-feira, setembro 23, 2008

Era uma vez...

by.Queiroz

Ah, Rio de Janeiro, que boa inspiração para filmes tristes você se tornou. Primeiro Tropa de Elite, agora Era uma vez... O primeiro tinha um que de análise social, o certo e o errado, em lados distintos. O “Super herói” Cap. Nascimento. Mas, como reagir a um Era uma vez...? O Tropa tem um que de Tarantino, violência pop. Nesse a violência te atinge como a notícia de um conhecido que morreu. Talvez isso se deva ao fato de nos apegar a Nina (Vitória Frate) e Dé (Thiago Martins). Eu não pretendo falar sobre esse filme, não há o que se falar sobre ele, e sim sobre a marra de moleque que anda armado, sim sobre o porque o Estado não fornece remédio com regularidade à população e a comunidade pobre tem que receber favor de bandido. Tem que falar de preconceito social, na Cidade Partida. Porque existe favela? O filme é apenas um slide show dessas coisas tão antigas que fazem tão mal a cidade que eu nasci. Porque ninguém sente mais tristeza ao ler sobre notícias de assassinato e chora ao ver um casal bonito morrer em um filme. Breno Silveira, Patrícia Martins e Domingos de Oliveira, não acredito que o filme de vocês fale de amor, mas sim de violência. E obrigado por torná-la tão horrível quanto é na vida real. Eu costumo dizer que violência só é boa em filmes. Era uma vez... é um tanto diferente. Eu não chorava já fazia um bom tempo.